Publicações de Sebastião Nery

JARARACAS E ESCORPIÕES

  RIO – Fedro foi uma história que Platão inventou para conversar com Sócrates. Esopo foi um contador de histórias que os gregos ouviam na Grécia antiga. Escravo e pobre. Sócrates ensinava contando histórias a seus discípulos. Trouxeram-nos a fábula eterna do escorpião e do sapo: “É uma fábula sobre um escorpião que pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser

QUE REI SOU EU?

RIO – Luis Augusto de França sabia. Ele foi o Rei Luis XIV que iluminou a França durante 72 anos, de 1643 a 1715. Foi o Rei Sol que deixou o Palácio de Versailles como símbolo do poder, da grandeza, da beleza e da pompa. Ele dizia: “Eu sou a Lei, eu sou o Estado. A Lei, a Justiça, a Ordem, tudo se resume na minha vontade. L´État c´est moi.”

O GOLPE DO MORUBIXABA

RIO – E de repente o Procurador Geral da República quis dar o golpe do cacique, do morubixaba: “-Até dia 17, a caneta estará na minha mão. Enquanto houver bambu, vai ter flecha.” No Brasil já vimos golpe de marechal, golpe de general, golpe de coronel. Agora é a primeira vez que se vê a cabeleira ensaboada da princesa Leopoldina tentando dar um golpe. Quem denuncia é o respeitado jurista

FILHOS DA IMPRENSA MARROM

  RIO – O progresso nunca vem só. Antes era a imprensa marrom maculando a comunicação. Mas seu alcance era limitado. De repente as redes sociais invadiram a vida do cidadão. É preciso resistir para não sermos absorvidos por elas. Cada um se sente no direito de ser o jornal de si mesmo. E vai escrevendo, publicando, dando sua opinião a torto e a direito, sem controle e sem critério.

PAVÃO MISTERIOSO

RIO – “Pavão misterioso pássaro formoso tudo é mistério nesse seu voar mas se eu corresse assim tantos céus assim muita história eu tinha pra contar” Começa assim a bela canção do cearense Ednardo. Agora apareceu outro pavão, o Procurador Geral da República, cheio de poses, bocas e madeixas medievais. Nas mãos dele se embala o boiadeiro trambiqueiro goiano. Surgiram os verdadeiros números e nomes do império bovino. É quase

MEU AMOR BANDIDO

RIO – Era um país inteiro reverenciando um açougueiro cheio de dinheiro. Distribuía carne enlatada, carne empacotada, carne iluminada por uma moça linda que trocou um Jornal Nacional pela Friboi. E ele se tornou o aidodói do empresariado. Todos queriam ser o boiadeiro de Goiás. E os políticos encheram-no de dinheiro. Dinheiro dos bancos públicos, dinheiro dos bilhões de impostos que sonegava, dinheiro dos bancos que comprava, dinheiro das negociatas

E A GLOBO PERDEU A GUERRA

  RIO – De repente, não mais que de repente, como diria o poeta, a Globo começou uma guerra de manhã e de noite já tinha perdido. A Bolsa disparou, o dólar apavorou, o mercado faturou, mas nada mais aconteceu. O presidente não caiu e a Globo assustava a nação com manchetes alarmantes o dia inteiro. Acionaram todo seu exercito gráfico repetindo as ordens da Lopes Quintas. Por mais que

MINISTROS DE VERDADE E DE MENTIRA

RIO – Ministro da Justiça é o que não falta na história do Brasil. De verdade e de mentira. Sobretudo de mentira. Ainda bem que há uma bela lista honrando a verdade.Impossível citá-los todos. De 1930 para cá a galeria é vasta e a maioria honra a nação, pois, mesmo muitas vezes em posições divergentes, ajudaram a construir um novo país: Oswaldo Aranha, Afrânio Melo Franco, Vicente Rao, Agamenon Magalhães,

DE PLATÃO A LACERDA

  RIO – Desde que o homem acendeu uma fogueira e com outros homens começou a conversar dentro da caverna, política é a arte do bem comum. Esta é a lição dos sábios, já no começo dos tempos. Platão, o velho grego, ensinou: “- Não há nada de errado com quem não gosta de política. Simplesmente será governado por aquele que gota”. Aristóteles o discípulo preferido aprendeu a lição: “-

OS IRMÃOS TROMBADINHAS

  RIO – São João Batista, fugindo de Roma e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, nos amos 91 a 96 depois de Cristo, vivia numa caverna onde recebeu a revelação divina do “Apocalipse” e hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a Unesco. No Brasil os irmãos Batista também recebem inspiração, mas de satanás. Na estratégia dos governos Lula e Dilma de criar “campeãs nacionais” do desenvolvimento, o