Publicações de Sebastião Nery

Pasadena ou passe a grana

RIO – Um amigo de Getúlio Vargas, quando Presidente (eleito em 1950), criticava Ricardo Jafet, cunhado de Paulo Maluf: -Presidente, nos primeiros encontros, no início da sua  campanha eleitoral, Jafet parecia o homem mais desinteressado do mundo. Não pedia nada em troca de sua ajuda. Dizia que era apenas um admirador e lutava como patriota pela volta do senhor ao poder. Depois, quando o senhor lhe entregou o Banco do Brasil,

Eu vi o Golpe

RIO – Deputado pela Bahia, o golpe de 31 de Março de 1964 me pegou no Rio. No dia 13, fui ao “Comício das Reformas”, na Central do Brasil. Na madrugada de 26, o Palácio dos Metalúrgicos, na Zona Norte, superlotado de marinheiros,  trabalhadores, estudantes e políticos, parecia filme da Revolução Francesa. A meu lado, na ponta da mesa, um velhinho negro, alto, magérrimo, cabelos brancos, esfregava as mãos emocionado: -Eu

Bolsa empresário

RIO – Em Viana, no Maranhão,  o padre era do PSD. A UDN nem podia entrar na  Igreja. Na campanha eleitoral, os céus e os santos todos eram mobilizados para a vitória pessedista. José Sarney, deputado federal pela UDN, veio ao Rio tentar resolver o problema. O secretário do senador Ruy Carneiro era “bispo” da “Igreja Brasileira”, mandou um “padre” para Viana. O padre dois chegou lá, começou a disputar o céu.

Lula mestre cuca/Dilma mestra cuca?!

Lula no seu governo ia a TV ensinar a fazer pizza, Dilma vai a TV ensinar a fazer omeletes. Semelhança: Ambas as receitas levam ovos, que naturamente são QUEBRADOS, de tabela estão quebrando o PAIS também! Mestre Nery, este relato vai o ilustre afim de que o honrado jornalista me de o prazer de ver o comentário sobre tais coincidências. Forte Abraço.   Marco Antônio Por e-mail: (maco-77@hotmail.com)

A cuia de chimarrão

Nery, Fabuloso como sempre. Dei uma boa desopilada do fígado, como se dizia naquele tempo, lendo seu texto bem arrumado, na forma (ô fedhado), passada a régua, tridimensional regular e sólido  que nem uma rapadura. Deliciei-me com a Aeronáutica-partido-político, Lacerda dando pitaco, Jânio usando a autoridade logo no começo que pra não perder o jeito de mando: General, me faça um favor, mande a Aeronáutica tomar o primeiro avião que

Admiração por Nery

Meu querido Sebastião Nery, Hoje tenho 62 anos, mas desde menino que que sou seu fã, explico: só há 10 anos que moro aqui em Salvador. Sou natural de Valença-BA onde morei 52 anos. Meu pai, Gentil Paraiso Martins, foi político e prefeito de Valença por três vezes, coisa que já me orgulhei pela lisura com que ele governou, mas hoje tenho vergonha de dizer. Quando menino, as convenções para

1.800 ton. de mercúrio para produzir 295 ton. de ouro

Entre 1980 e 1988, os garimpos instalados na Amazônia Legal foram responsáveis pelo lançamento de 1.800 toneladas de mercúrio na região. Neste mesmo período, o Brasil produziu 295 toneladas de ouro, sendo que 216 saíram dos garimpos e o restante da exploração industrial. Isso sem contar a enorme produção contrabandeada. Estes dados constam de uma pesquisa do 5º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, sediado em Belém,

Confissões de Sebastião Nery

Claudio Leal “A tristeza de não ter sido santo” – a frase lamuriosa do escritor católico Léon Bloy se assemelha a chicotadas morais contra a consciência de ex-seminaristas. Mas certamente não retirou de Sebastião Nery a avidez com que se agarrou à vida além-claustro. “A nuvem – O que ficou do que passou” (Geração Editorial), as memórias de Nery lançadas em dezembro de 2009 e já em segunda edição neste

O pai do folclore político brasileiro

Dificilmente, o leitor já terá tido a oportunidade de conversar com alguém que nasceu defunto. O nublog, por sua vez, teve o privilégio de passar uma agradável tarde com alguém que tem uma história assim – ou quase assim. Caso tivesse sido enterrado vivo logo depois de nascer (como chegaram a pensar em fazer lá pelas bandas de Jaguaquara), Sebastião Nery não poderia ter trocado Deus pelo diabo algumas vezes

Unha-de-gato contra a dengue

Uma notícia boa – Quando o tema é Amazônia, sempre há alguma esperança de cura na sua rica diversidade. Agora, uma pesquisa da Fiocruz mostrou que tem uma planta que pode salvar. É a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), típica da Amazônia, que pode servir como matéria-prima para um remédio destinado a controlar os efeitos da dengue. O estudo indicou que o princípio ativo da planta atenua a inflamação causada pela doença e