Publicações de Sebastião Nery

A FESTA DA FRANÇA

  RIO – Paris já teve todos os louvores. Hoje é dia de louvar a França. Quando Hemingway disse que -“Paris é uma festa” sabia o que estava dizendo. Vivia lá, escrevia de lá e era testemunha dos anos dourados da década de 20. No Brasil o sergipano Gilberto Amado também sabia: – “Uma rua de Paris é um rio que vem da Grécia”. E o poeta mineiro Murilo Mendes:

LEMBRANDO MARIO COVAS

RIO – Proust, Marcel Proust, o gênio da lembrança, não esqueceu a memória:- “Há de tudo em nossa memória: é uma espécie de farmácia, onde ao acaso se põe a mão ora sobre um calmante, ora sobre um veneno”. Muito oportuno o economista e professor Helio Duque, exemplar ex-deputado baiano-paranaense, em relembrar Mario Covas que neste 21 de abril estaria fazendo 87 anos.Nesse tempo de rapinagem nacional é importante destacar

A LIÇÃO DA FRANÇA

  PARIS – Lamartine, Alphonse de Lamartine, magro, alto, muito alto, era primoroso poeta e político do iluminismo francês(1790/1869). Escritor, diplomata, foi candidato a presidente da França. Perdeu. Bom para a literatura. Nunca deixou de ser um super francês: -“Minha pátria é em toda parte onde brilha a França, onde seu gênio ofusca os olhares deslumbrados! Cada qual é um clima de sua inteligência. Sou concidadão de toda alma que

A FRANÇA PERPLEXA

  PARIS – Há 60 anos o jornalismo (ou foi Deus?) me deu a França. Em 1957, jornalista pelas mãos do patrono da imprensa mineira José Mendonça, no inesquecível “O Diário”, e estudante das Faculdades de Filosofia e Direito de Minas Gerais, a caminho de Moscou, via nos jornais franceses a figura heráldica e gloriosa do general De Gaulle convocando a França para unir a Europa. Uniu até 1968 quando

DEMOCRACIA SE FAZ ASSIM

  PARIS – No dia 21 de setembro de 1980, uma delegação dos quatro partidos da oposição no Brasil (Ulysses Guimaraes, MDB, José Aparecido de Oliveira, PP, Jacob Bittar, PT e Sebastião Nery, PDT) foi recebida em Bonn, na Alemanha, pelo Chanceler alemão Helmut Schmidt, para uma visita de duas semana a convite do SPD, o partido da Social Democracia Alemã, no governo. Viajamos muito, conversamos muito, aprendemos muito. O

OS MORCEGOS E O VOTO

  PARIS – A fábula do escritor francês Jean de La Fontaine deu-nos a lição sobre os morcegos voadores: – “Vejam as minhas asas. Eu sou um pássaro. Mas também sou um camundongo. Vivam os ratos.” O brilhante professor paranaense Hélio Duque lembra-se de La Fontaine para chamar a atenção da política brasileira. Os valores, convicções e princípios estão sendo substituídos pelo caixa dois, pelo Fundo Partidário e pelo Financiamento

LAVA JATO A LIÇÃO DO BRASIL

  MILÃO – Cheguei a Roma em janeiro de 1991, há 26 anos, como Adido Cultural do Brasil, e logo me vi escrevendo sobre a “Operação Mãos Limpas”, que nasceu exatamente em um Instituto Educacional Municipal aqui de Milão. Os jornalistas brasileiros me perguntavam o que era aquilo. Aprendi, com os colegas italianos, que era um bruto escândalo nascido nas entranhas do Partido Socialista italiano e espraiado para o Partido

A DIREITA EUROPEIA

ROMA – Desde quando a grande imprensa brasileira e a latino americana pararam de viver a custa da Guerra Fria, os Estados Unidos deixaram de ser o bicho papão. Donald Trump passou horas com a Chancelar Angela Merkel e não devorou a Chapeuzinho Vermelho da Alemanha. Nem a OTAN explodiu, nem o Serviço Secreto dos Estados Unidos puseram fogo no mundo. Agora os tarados militaristas que estão sempre tentando buscar

BOBBIO ERA UM SÁBIO

ROMA – Tinha nome de nuvem e era um sábio. Norberto Bobbio foi o mais notável pensador político e social aqui da Itália no século passado. Estudava sua terra e sua gente com a profundeza dos sábios. – “Deixo para os fanáticos, aqueles que desejam a catástrofe, e para os insensatos, aqueles que pensam que no fim tudo se acomoda, o prazer de serem otimistas. O pessimismo é um dever

JANGO E BRIZOLA

  ROMA – Ontem, no voo Rio-Roma, li um livro imperdível. Até surpreendente, pela idade do autor. Todo brasileiro deve ler, pois preenche um pedaço fundamental da historia do pais. E foi escrito com honra, alma e verdade. A partir de agora ninguém mais poderá falar sobre o golpe militar de 1964 sem ler e citar “JANGO E EU- Memórias de um Exílio Sem Volta”, de João Vicente Goulart, filho