Publicações de Sebastião Nery

FILHOS DA IMPRENSA MARROM

  RIO – O progresso nunca vem só. Antes era a imprensa marrom maculando a comunicação. Mas seu alcance era limitado. De repente as redes sociais invadiram a vida do cidadão. É preciso resistir para não sermos absorvidos por elas. Cada um se sente no direito de ser o jornal de si mesmo. E vai escrevendo, publicando, dando sua opinião a torto e a direito, sem controle e sem critério.

PAVÃO MISTERIOSO

RIO – “Pavão misterioso pássaro formoso tudo é mistério nesse seu voar mas se eu corresse assim tantos céus assim muita história eu tinha pra contar” Começa assim a bela canção do cearense Ednardo. Agora apareceu outro pavão, o Procurador Geral da República, cheio de poses, bocas e madeixas medievais. Nas mãos dele se embala o boiadeiro trambiqueiro goiano. Surgiram os verdadeiros números e nomes do império bovino. É quase

MEU AMOR BANDIDO

RIO – Era um país inteiro reverenciando um açougueiro cheio de dinheiro. Distribuía carne enlatada, carne empacotada, carne iluminada por uma moça linda que trocou um Jornal Nacional pela Friboi. E ele se tornou o aidodói do empresariado. Todos queriam ser o boiadeiro de Goiás. E os políticos encheram-no de dinheiro. Dinheiro dos bancos públicos, dinheiro dos bilhões de impostos que sonegava, dinheiro dos bancos que comprava, dinheiro das negociatas

E A GLOBO PERDEU A GUERRA

  RIO – De repente, não mais que de repente, como diria o poeta, a Globo começou uma guerra de manhã e de noite já tinha perdido. A Bolsa disparou, o dólar apavorou, o mercado faturou, mas nada mais aconteceu. O presidente não caiu e a Globo assustava a nação com manchetes alarmantes o dia inteiro. Acionaram todo seu exercito gráfico repetindo as ordens da Lopes Quintas. Por mais que

MINISTROS DE VERDADE E DE MENTIRA

RIO – Ministro da Justiça é o que não falta na história do Brasil. De verdade e de mentira. Sobretudo de mentira. Ainda bem que há uma bela lista honrando a verdade.Impossível citá-los todos. De 1930 para cá a galeria é vasta e a maioria honra a nação, pois, mesmo muitas vezes em posições divergentes, ajudaram a construir um novo país: Oswaldo Aranha, Afrânio Melo Franco, Vicente Rao, Agamenon Magalhães,

DE PLATÃO A LACERDA

  RIO – Desde que o homem acendeu uma fogueira e com outros homens começou a conversar dentro da caverna, política é a arte do bem comum. Esta é a lição dos sábios, já no começo dos tempos. Platão, o velho grego, ensinou: “- Não há nada de errado com quem não gosta de política. Simplesmente será governado por aquele que gota”. Aristóteles o discípulo preferido aprendeu a lição: “-

OS IRMÃOS TROMBADINHAS

  RIO – São João Batista, fugindo de Roma e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, nos amos 91 a 96 depois de Cristo, vivia numa caverna onde recebeu a revelação divina do “Apocalipse” e hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a Unesco. No Brasil os irmãos Batista também recebem inspiração, mas de satanás. Na estratégia dos governos Lula e Dilma de criar “campeãs nacionais” do desenvolvimento, o

POLITICA É O BEM COMUM

  RIO – A esquerda brasileira sempre foi ligada à esquerda francesa desde Montesquieu. Apolônio de Carvalho e André Malraux lutaram juntos   na Guerra Civil Espanhola e na resistência ao nazismo em plena França ocupada por Hitler. Na ditadura militar brasileira Brizola ficou amigo de Mitterand, dirigindo a Internacional Socialista do Brasil. Miguel Arraes, exilado na Argélia, era amigo de Michel Rocard, Primeiro Ministro de Mitterand, presidente da França socialista.

A FESTA DA FRANÇA

  RIO – Paris já teve todos os louvores. Hoje é dia de louvar a França. Quando Hemingway disse que -“Paris é uma festa” sabia o que estava dizendo. Vivia lá, escrevia de lá e era testemunha dos anos dourados da década de 20. No Brasil o sergipano Gilberto Amado também sabia: – “Uma rua de Paris é um rio que vem da Grécia”. E o poeta mineiro Murilo Mendes:

LEMBRANDO MARIO COVAS

RIO – Proust, Marcel Proust, o gênio da lembrança, não esqueceu a memória:- “Há de tudo em nossa memória: é uma espécie de farmácia, onde ao acaso se põe a mão ora sobre um calmante, ora sobre um veneno”. Muito oportuno o economista e professor Helio Duque, exemplar ex-deputado baiano-paranaense, em relembrar Mario Covas que neste 21 de abril estaria fazendo 87 anos.Nesse tempo de rapinagem nacional é importante destacar