Publicações de Sebastião Nery

A cuia de chimarrão

Nery, Fabuloso como sempre. Dei uma boa desopilada do fígado, como se dizia naquele tempo, lendo seu texto bem arrumado, na forma (ô fedhado), passada a régua, tridimensional regular e sólido  que nem uma rapadura. Deliciei-me com a Aeronáutica-partido-político, Lacerda dando pitaco, Jânio usando a autoridade logo no começo que pra não perder o jeito de mando: General, me faça um favor, mande a Aeronáutica tomar o primeiro avião que

Admiração por Nery

Meu querido Sebastião Nery, Hoje tenho 62 anos, mas desde menino que que sou seu fã, explico: só há 10 anos que moro aqui em Salvador. Sou natural de Valença-BA onde morei 52 anos. Meu pai, Gentil Paraiso Martins, foi político e prefeito de Valença por três vezes, coisa que já me orgulhei pela lisura com que ele governou, mas hoje tenho vergonha de dizer. Quando menino, as convenções para

1.800 ton. de mercúrio para produzir 295 ton. de ouro

Entre 1980 e 1988, os garimpos instalados na Amazônia Legal foram responsáveis pelo lançamento de 1.800 toneladas de mercúrio na região. Neste mesmo período, o Brasil produziu 295 toneladas de ouro, sendo que 216 saíram dos garimpos e o restante da exploração industrial. Isso sem contar a enorme produção contrabandeada. Estes dados constam de uma pesquisa do 5º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, sediado em Belém,

Confissões de Sebastião Nery

Claudio Leal “A tristeza de não ter sido santo” – a frase lamuriosa do escritor católico Léon Bloy se assemelha a chicotadas morais contra a consciência de ex-seminaristas. Mas certamente não retirou de Sebastião Nery a avidez com que se agarrou à vida além-claustro. “A nuvem – O que ficou do que passou” (Geração Editorial), as memórias de Nery lançadas em dezembro de 2009 e já em segunda edição neste

O pai do folclore político brasileiro

Dificilmente, o leitor já terá tido a oportunidade de conversar com alguém que nasceu defunto. O nublog, por sua vez, teve o privilégio de passar uma agradável tarde com alguém que tem uma história assim – ou quase assim. Caso tivesse sido enterrado vivo logo depois de nascer (como chegaram a pensar em fazer lá pelas bandas de Jaguaquara), Sebastião Nery não poderia ter trocado Deus pelo diabo algumas vezes

Unha-de-gato contra a dengue

Uma notícia boa – Quando o tema é Amazônia, sempre há alguma esperança de cura na sua rica diversidade. Agora, uma pesquisa da Fiocruz mostrou que tem uma planta que pode salvar. É a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), típica da Amazônia, que pode servir como matéria-prima para um remédio destinado a controlar os efeitos da dengue. O estudo indicou que o princípio ativo da planta atenua a inflamação causada pela doença e

Carlos Minc e a Nova República

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, chegou recordando os bons e velhos tempos da Nova República. Para segurar o Plano Cruzado, o governo Sarney mandou sequestrar bois no pasto.  Minc deve estar achando que é mais fácil pegar os arredios bois zebus nos pastos amazônicos do que as milhões de toras de mogno que descem impassíveis rio abaixo. Cortiças de fumaça Aliás, o sequestro de bois no pasto

Dia da Água

A preocupação com os diversos aspectos relativos aos recursos hídricos no Brasil, como conservação, saneamento básico, escassez, poluição e até com a transposição de águas do rio São Francisco, marcou os pronunciamentos dos senadores durante a comemoração do Dia Mundial da Água, que transcorreu em 22 de março corrente. O senador Osmar Dias (PDT – PR), autor do requerimento de homenagem, afirmou em discurso que o principal problema do Brasil

Esperança de sobrevivência para piraíba e outros peixes da Amazônia

Piscicultura: a biodiversidade do rio Madeira, habitat de cerca de 750 espécies de peixes, estará em perigo se não forem tomadas medidas adequadas. Simone Silva Jardim, de São Paulo e Minas Gerais. O projeto das novas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que o governo pretende construir no rio Madeira, é mais amplo: a ele será somada a navegação deste imenso curso d’água. Tanto as hidroelétricas como a navegação causarão

Jornal A Tarde: Antonio Carlos Magalhães foi um tenente de 1964

Em 1967, depois de assumir a Prefeitura de Salvador,  Antonio Carlos Magalhães viajou para o Rio de Janeiro. Hospedou-se no Hotel Califórnia. Em visita ao político baiano, o jornalista Sebastião Nery ouviu uma ousada previsão: “Juracy Magalhães mandou na Bahia 30 anos. Eu vou mandar 40”. Exatamente 40 anos depois, Nery avalia o legado político de ACM, comparando-o aos revolucionários de 30, que  também implantaram um projeto de Estado depois