Colunas

O PRIMEIRO MILAGRE DE BRASILIA

  RIO – “Três dias antes de morrer, Juscelino viera de sua fazendinha em Luziânia e pernoitara no apartamento do primo Carlos Murilo, em Brasília. Estava triste e deprimido por tantas injustiças e perseguições, e fez a esse seu primo e meu xará a seguinte confissão que, autorizado por ele, agora, pela primeira vez, vou revelar: – “Meu tempo, aqui na terra, está acabado. Tenho o quê, de vida? Mais

OLIMPÍADAS DE SANGUE

Fernando Martins, jornalista, diretor da ANJ (Associação Nacional de Jornais) no Rio, conhecia o Salgueiro de “Chão de Estrelas” de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas. Ia passando na boca do morro, um velho e um rapaz carregavam uma moça. – O que é que ela tem? – Está passando mal. Vamos levar para o hospital do INSS em Andaraí. – Entrem aqui no meu carro. E Fernando Martins saiu em

NÃO HÁ REPUBLICA SEM HOMENS HONESTOS

Agamenon Magalhães, governador, ministro, patriarca de Pernambuco, era um político sábio: – “O homem público no poder não compra, não vende, não troca”. Outro sábio, Ortega y Gasset, filósofo espanhol, em 1921, perplexo diante do desfibramento da política e da sociedade espanhola, escreveu “Espanha Invertebrada”, sobre os rumos e o futuro da Nação: – “Uma sociedade míope agrava a enfermidade pública, prestigiando políticos sem virtudes que impõem as suas vontades

BARCELONA: A CIDADE DE AUGUSTO

Ela é uma mas sempre foi muitas, tantas, numerosíssimas. Nasceu Laye, cidade ibérica conquistada no ano 133 antes de Cristo pelo romano Lúcio Cornélio Scipião, colônia romana nos tempos do imperador Augusto (de 27 antes de Cristo a 14 depois de Cristo), com o múltiplo, imperial e soberbo nome de Faventia Julia Augusta Paterna Barcino, a cidade de Augusto, dos Augustos como eu. De Barcino para Barcelona foram séculos. Plantada

A PEDRA DE MINAS

RIO – No restaurante do aeroporto Santos Dumont, no Rio, almoçaram, em 1942, cinco amigos, mineiros ilustres: Virgílio de Melo Franco, Luís Camilo de Oliveira Neto, Pedro Aleixo, Afonso Arinos de Melo Franco e José de Magalhães Pinto. Conversavam sobre o livro do padre José Antonio Marinho, “História do Movimento Político de 1842”, a histórica batalha de Santa Luzia, perto de Belo Horizonte, em que três mil mineiros em armas,

MARCELLO CERQUEIRA

RIO – No dia 12 de abril de 1972, no horror da ditadura Médici, escrevi em minha coluna na “Tribuna da Imprensa” e tantos outros jornais: – “Marcelo Caetano, primeiro-ministro de Portugal: Portugal jamais abandonará o controle sobre suas províncias da África”. Mussolini também disse que a Itália jamais sairia da Abissínia. Acabou berrando de cabeça para baixo em um posto de gasolina de Milão.Como um bode imundo. Hitler também

A FALTA QUE ELE FAZ

RIO – Foi em 22 de agosto de 1976. O Brasil o perdeu e nunca mais tivemos um Presidente igual. E que falta ele faz. 1 – O telefone tocou na casa de praia de Madame Schneider, uma francesa amiga de Juscelino Kubitschek, a 20 quilômetros de Saint Tropez, no sul da França, onde ele, dona Sarah, as filhas Márcia e Maristela e o ex-secretário amigo dileto Olavo Drummond, passavam

UFC NO SUPREMO

  RIO – Tristes trópicos assustaram o sábio Claude Lévi-Strauss. Tristes dias nos assustam. Triste país que tem um Procurador Geral da República desacatado por um respeitado ministro do Supremo Tribunal Federal. O STF (Supremo Tribunal Federal) está brigando. E brigando lá dentro, incluída a Procuradoria. Emile Durkheim ensinou: – “A sociedade sem o Direito não resistiria, seria anárquica, teria o seu fim. O Direito é a grande coluna que

REENCONTRO COM WALDIR

RIO – Nestes tempos de mediocridade triunfante, carência de vocações públicas, foi uma festa na casa do advogado Carlos Sodré, em Salvador, o reencontro com velhos amigos como Waldir Pires,Virgildásio Sena, Roberto Santos, Joacy Goes, Hélio Duque, João Carlos Teixeira Gomes (o poeta Joca), outros, relembrando uma parte da história política brasileira. Por exemplo, aos 91 anos, Waldir lúcido e ativo na defesa da democracia, ensinava: -“A política é a

A VOZ DA GLOBO

  RIO – Em 1946 quando o mundo saia do horror da Segunda Guerra o pensador Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) sacudiu a universidade e os intelectuais brasileiros com um livro fundamental sobre o Brasil: “A Voz de Minas”. Dias atrás o jornal “Estado de Minas” também convocou o país em uma proclamação nacional: “A Voz da Globo”, do consagrado advogado, jurista e escritor Sacha Calmon, Doutor em Direito