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RUBENS E EUNICE

RIO – Era 20 de janeiro de 1971, feriado, dia de São Sebastião, padroeiro do Rio e meu. Antes das dez da manhã, a caminho da praia, parei o carro em frente à casa do deputado do PTB paulista, cassado, Rubens Paiva, na Avenida Delfim Moreira, Leblon, Rio. Minha filha, colega da filha dele, desceu para pegar a amiga. Mandei um recado: – Diga ao Rubens que não entramos porque

A EDUCAÇÃO E O PIB

RIO – A educação de qualidade é o fator determinante para o crescimento da economia e, por consequência, do desenvolvimento. Sua ausência determina baixíssima qualificação da mão de obra resultando na baixa produtividade. Educação e economia estão integradas na ordem direta de um país responsável que almeje pela elevação da renda à inclusão social. Sem priorizar a educação torna-se impossível a construção de uma nação desenvolvida. Buscar um padrão educacional

HERANÇA MALDITA

RIO – Ao ignorar o limite de 54% para as despesas de pessoal, os Estados brasileiros geraram a falta de liquidez do crescimento da dívida pública, bloqueando investimentos e atingindo a população na prestação de serviços públicos. Os novos governadores vão receber uma herança maldita: a crise fiscal, buscando urgência no ajuste das contas públicas. Adiar essa questão levará à insolvência muitas unidades federativas. É gravíssima a situação fiscal na

REALIDADE VIRTUAL

RIO – Quem é bom não falha. O professor paranaense Hélio Duque continua incansável: “No ciclo evolutivo da humanidade, o iluminismo no século XVIII impôs o predomínio da razão sobre a visão teocêntrica (religiosa) que dominou a Europa por toda a Idade Média. Fundamentava-se no pensamento racional e na evolução do humanismo, daí ser qualificado como o século das luzes. Influenciou a Revolução Francesa com o trinômio Liberdade, Igualdade e

RELAÇÕES EXTERNAS

  RIO – Nas relações internacionais a diplomacia exerce papel fundamental na construção e consolidação da visão que o mundo tem sobre o país. O livro “A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016”, do embaixador Rubens Ricupero, é leitura fascinante. Revela 266 anos, desde os tempos coloniais, da luta dos brasileiros para integrar o país com o mundo. Enfatiza, da colônia portuguesa até a contemporaneidade, o objetivo brasileiro de ter

DEMOCRACIA É VOTO SEM VETO

RIO – No jogo democrático ganha a eleição quem faz mais votos. Na democracia, a manifestação popular deve ser respeitada e acatada mesmo pelos que não gostem do resultado. Nas sociedades civilizadas os descontentes tem a responsabilidade de aguardar as próximas eleições. Os brasileiros se manifestaram contra a corrupção e pela renovação política. Muitos detentores de mandatos no executivo e no legislativo achavam-se ungidos e herdeiros hereditários. Muitos foram aposentados

MEMORIAS DE BOSCO TENORIO

RIO – “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”   Em 1958 um rio da história correu pelo Brasil. Juscelino era Presidente e Celso Furtado criava a SUDENE com Romulo Almeida. Os dois não sabiam que começava

A LIÇÃO DE 1974

RIO – Quando meu saudoso colega e amigo César Mesquita, diretor da Editora Francisco Alves, me telefonou, no dia 15 de outubro de 1974, intimando-me a escrever um livro sobre as eleições de 15 de novembro de 1974, tive medo de mim e do tempo. Ele me disse: – Nery, temos exatamente sessenta dias para colocá-lo nas bancas. Um mês para você escrever até 15 de novembro e um mês

GROSSAS GROSSURAS

RIO – Uma tarde, no Império, enquanto passeava a cavalo, o Imperador Dom Pedro II caiu do cavalo. O Rio se encheu de boatos. O Imperador estava mal, seria internado e, quem sabe, talvez tivesse que ir tratar-se em Lisboa ou Paris. Ainda não havia Incor, Sírio-Libanês, etc. Os boatos continuaram. O Imperador apareceu na sacada do Paço Imperial apoiado em duas “muletas”. O jornal “Aurora Fluminense”, dirigido por Evaristo

BRASIL HOJE E AMANHÃ

RIO – Mais uma vez o país estará definindo seu futuro na próxima semana. Diante do presidencialismo de coalisão, quem for eleito agora tem um desafio: vai governar para o povo ou vai se submeter ao fisiologismo do Congresso Nacional. Agravados com descontrole da dívida pública bruta atual de 88% do PIB, que pode atingir 95% em 2023, de acordo com projeção do FMI. Nos países emergentes a média é