Colunas

O GUERREIRO PAES DE ANDRADE

RIO – Presidente da Câmara dos Deputados, Paes de Andrade foi à Alemanha participar de uma celebração internacional sobre o fim da II Guerra Mundial. Sentado ao lado do embaixador do Brasil, estava em um banquete, em Bonn, oferecido pelo Parlamento alemão, quando um secretário da embaixada brasileira aproximou-se do embaixador e lhe cochichou uma notícia ao ouvido. O embaixador ficou perplexo, excitado e feliz. Automaticamente, pegou o copo de

O REIZINHO DO BNDES

RIO – Meses depois da renuncia em agosto de 1961, Jânio  Quadros voltou da Europa em 1962 e se candidatou a governador de São Paulo, com um slogan do saudoso deputado baiano, cassado em 1964, João Dória: -“A renúncia foi uma denúncia”. Por sugestão de José Aparecido de Oliveira, Luís Lopes Coelho, presidente do “Barzinho do Museu”, em São Paulo, reuniu alguns jornalistas  e intelectuais amigos, de São Paulo e

OS CORONÉIS DA FIFA

RIO – Dia de festa em Limoeiro, Pernambuco. O time da cidade ia jogar com o  escrete de Garanhuns, disputando o primeiro lugar no Campeonato Intermunicipal. O coronel Chico Heráclio chegou todo de branco, sentou-se na sua cadeira de vime, a partida começou. Primeiro tempo, segundo tempo, nada de gol. Zero a zero. Cinco minutos para acabar o jogo, o juiz, que tinha ido do Recife, marcou pênalti contra Limoeiro.

O LAVA-BIFE LULÔÔOOO!!!

  RIO – Com o fim da ditadura de Vargas em 1945, o ex-Presidente  Washington Luiz voltou do longo exílio. Veio de navio, foi recebido na Praça Mauá por uma multidão emocionada. Saudou-o o general Euclides de Figueiredo, da Revolução Constitucionalista de São Paulo, pai do escritor Guilherme de Figueiredo e do general João Baptista de Figueiredo. Depois do discurso, Washington Luiz entrou em um carro aberto e saiu desfilando

TUDO COMEÇOU EM LONDRINA

  RIO  –  Em 1954, o principal líder estudantil e presidente da União Paraibana  de Estudantes era o François, de Campina Grande, na Paraíba. Preparando o congresso nacional da UNE (União Nacional dos Estudantes) que seria no Rio, uma comissão foi ao Norte e Nordeste. Em Campina Grande, o François nos garantiu que a maioria da delegação paraibana votaria com a esquerda. E votou. 20 anos depois, em 1974, recebi

AS QUEDAS DE LUCIO

RIO – A campanha nacional do “O Petróleo é Nosso”, pela criação da Petrobrás, estava no auge, em 1953. Em Belo Horizonte, estudantes, lideres sindicais, jornalistas e intelectuais de esquerda convocamos um comício para a praça da estação e convidamos os parlamentares. A policia proibiu, dizendo que era dos comunistas. Nenhum deputado federal apareceu. Apenas alguns estaduais, na praça cheia, cercada pela policia. Na frente, servindo de palanque, um caminhão

LEMBRANÇAS DE GUERRA

RIO – Fazia frio naquela manhã de 8 de maio de 1945, no Seminário de Amargosa, na Bahia. Às 8 horas o Padre Feliciano já nos dava sua aula de italiano. Baixinho, compenetrado, vaidoso por sua pronuncia perfeita, balançava as pernas curtas que não chegavam ao chão. De repente, pelas janelas abertas, começamos a ouvir um rumor que ia crescendo na praça em frente, com o povo pulando e cantando:

OS FILHOS DO PSD

RIO – Em 1963, o PSD achou que o presidente João Goulart não queria eleições. Resolveu forçar a barra e lançar logo o “JK 65”. Marcaram a convenção nacional. Mas havia uma encruzilhada difícil. O PSD não podia ficar contra as “reformas de base” porque o país estava emocionalmente conquistado para elas. Mas também não queria ficar abertamente a favor, para não perder suas bases latifundiárias, sobretudo os coronéis de

O CHE QUE NOS COUBE

RIO – Fez 40 anos aquele 25 de abril. Desci no aeroporto de Portela de Sacavem, em Lisboa, contratado pela Editora Francisco Alves para escrever um livro (“Portugal Um Salto no Escuro”) sobre a “Revolução dos Cravos”, ante o sucesso de meu livro anterior, sobre as eleições de 15 de novembro de 74:-“As 16 Derrotas Que Abalaram o Brasil”, com a derrota da ditadura. Telefonei para Marcio Moreira Alves exilado

O PAPA ESTÁ CERTO

RIO – Era um mês de férias. Acabara a Constituinte espanhola, eu estava em Paris no inverno de 1977, tinha um convite para um mês no Mar Negro e arredores: Ucrania, Moldavia, Georgia, Armenia, Mar Caspio. Fui. Um a um, viajando e flanando de dia e escrevendo de noite no hotel. Tudo lá, pais a pais, no meu livro “A NUVEM – O Que Ficou do Que Passou”. A Armênia