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O barão do PT

RIO – Era uma vez um barão. Um barão belga. Albert Frère. O homem mais rico da Bélgica e um dos mais ricos do mundo. Era dono da refinaria de Pasadena,  no Texas, que comprou por 42 milhões de dólares como sucata e vendeu à Petrobrás por um bilhão e 300 milhões de dólares. Um dos maiores negócios (ou negociatas) do século, no Brasil e no mundo. Através da empresa Astra

Pasadena ou passe a grana

RIO – Um amigo de Getúlio Vargas, quando Presidente (eleito em 1950), criticava Ricardo Jafet, cunhado de Paulo Maluf: -Presidente, nos primeiros encontros, no início da sua  campanha eleitoral, Jafet parecia o homem mais desinteressado do mundo. Não pedia nada em troca de sua ajuda. Dizia que era apenas um admirador e lutava como patriota pela volta do senhor ao poder. Depois, quando o senhor lhe entregou o Banco do Brasil,

Eu vi o Golpe

RIO – Deputado pela Bahia, o golpe de 31 de Março de 1964 me pegou no Rio. No dia 13, fui ao “Comício das Reformas”, na Central do Brasil. Na madrugada de 26, o Palácio dos Metalúrgicos, na Zona Norte, superlotado de marinheiros,  trabalhadores, estudantes e políticos, parecia filme da Revolução Francesa. A meu lado, na ponta da mesa, um velhinho negro, alto, magérrimo, cabelos brancos, esfregava as mãos emocionado: -Eu

Bolsa empresário

RIO – Em Viana, no Maranhão,  o padre era do PSD. A UDN nem podia entrar na  Igreja. Na campanha eleitoral, os céus e os santos todos eram mobilizados para a vitória pessedista. José Sarney, deputado federal pela UDN, veio ao Rio tentar resolver o problema. O secretário do senador Ruy Carneiro era “bispo” da “Igreja Brasileira”, mandou um “padre” para Viana. O padre dois chegou lá, começou a disputar o céu.