Colunas

O LAVA-BIFE LULÔÔOOO!!!

  RIO – Com o fim da ditadura de Vargas em 1945, o ex-Presidente  Washington Luiz voltou do longo exílio. Veio de navio, foi recebido na Praça Mauá por uma multidão emocionada. Saudou-o o general Euclides de Figueiredo, da Revolução Constitucionalista de São Paulo, pai do escritor Guilherme de Figueiredo e do general João Baptista de Figueiredo. Depois do discurso, Washington Luiz entrou em um carro aberto e saiu desfilando

TUDO COMEÇOU EM LONDRINA

  RIO  –  Em 1954, o principal líder estudantil e presidente da União Paraibana  de Estudantes era o François, de Campina Grande, na Paraíba. Preparando o congresso nacional da UNE (União Nacional dos Estudantes) que seria no Rio, uma comissão foi ao Norte e Nordeste. Em Campina Grande, o François nos garantiu que a maioria da delegação paraibana votaria com a esquerda. E votou. 20 anos depois, em 1974, recebi

AS QUEDAS DE LUCIO

RIO – A campanha nacional do “O Petróleo é Nosso”, pela criação da Petrobrás, estava no auge, em 1953. Em Belo Horizonte, estudantes, lideres sindicais, jornalistas e intelectuais de esquerda convocamos um comício para a praça da estação e convidamos os parlamentares. A policia proibiu, dizendo que era dos comunistas. Nenhum deputado federal apareceu. Apenas alguns estaduais, na praça cheia, cercada pela policia. Na frente, servindo de palanque, um caminhão

LEMBRANÇAS DE GUERRA

RIO – Fazia frio naquela manhã de 8 de maio de 1945, no Seminário de Amargosa, na Bahia. Às 8 horas o Padre Feliciano já nos dava sua aula de italiano. Baixinho, compenetrado, vaidoso por sua pronuncia perfeita, balançava as pernas curtas que não chegavam ao chão. De repente, pelas janelas abertas, começamos a ouvir um rumor que ia crescendo na praça em frente, com o povo pulando e cantando:

OS FILHOS DO PSD

RIO – Em 1963, o PSD achou que o presidente João Goulart não queria eleições. Resolveu forçar a barra e lançar logo o “JK 65”. Marcaram a convenção nacional. Mas havia uma encruzilhada difícil. O PSD não podia ficar contra as “reformas de base” porque o país estava emocionalmente conquistado para elas. Mas também não queria ficar abertamente a favor, para não perder suas bases latifundiárias, sobretudo os coronéis de

O CHE QUE NOS COUBE

RIO – Fez 40 anos aquele 25 de abril. Desci no aeroporto de Portela de Sacavem, em Lisboa, contratado pela Editora Francisco Alves para escrever um livro (“Portugal Um Salto no Escuro”) sobre a “Revolução dos Cravos”, ante o sucesso de meu livro anterior, sobre as eleições de 15 de novembro de 74:-“As 16 Derrotas Que Abalaram o Brasil”, com a derrota da ditadura. Telefonei para Marcio Moreira Alves exilado

O PAPA ESTÁ CERTO

RIO – Era um mês de férias. Acabara a Constituinte espanhola, eu estava em Paris no inverno de 1977, tinha um convite para um mês no Mar Negro e arredores: Ucrania, Moldavia, Georgia, Armenia, Mar Caspio. Fui. Um a um, viajando e flanando de dia e escrevendo de noite no hotel. Tudo lá, pais a pais, no meu livro “A NUVEM – O Que Ficou do Que Passou”. A Armênia

O GRANDE ENGANADOR

RIO – Queiróz Filho, paulista, professor, jornalista, conta que o general gaúcho Flores da Cunha se reconciliou com Getúlio Vargas em 1936 e foi visitá-lo. Getúlio estava preocupado com a sucessão: – Sabe, Flores, os tempos são outros. Vou fazer eleições e a dificuldade em que me encontro é a de escolher um homem verdadeiramente à altura do cargo, que possa continuar minha obra. – Quem sabe o Aranha. –

CHARUTOS PARA LULA

RIO – Da tribuna da Câmara, Carlos Lacerda, líder da UDN, fazia violento discurso contra o presidente Vargas, insinuando que ele era conivente com a corrupção. Flores da Cunha, general, gaúcho, deputado pela UDN, liderado de Lacerda, pediu um aparte: – Sr. Deputado e líder Carlos Lacerda. Sabe a Câmara e sabe a Nação que sou adversário de Getúlio. Mas não admito que ninguém, nem mesmo V. Exa., meu correligionário

UM PAIS APODRECIDO

RIO – Éramos quase crianças, 19 anos. Eu, professor de latim e português. Ele, professor de matemática e ginástica. No ginásio de Pedra Azul, lá no infinito e saudoso norte de Minas.Os outros professores tínhamos inveja dele. Era o único que via as pernas das meninas da cidade. Não havia praia nem piscina. Nas aulas de ginástica, as alunas usavam short. João Bênio era um Salomão, naquela Jerusalém de virtudes.