Colunas

FI-LO PORQUE QUI-LO

RIO – Em 1958, Juracy Magalhães, presidente da UDN, Carlos Lacerda, líder na Câmara, e Jânio Quadros, governador de São Paulo, prepararam a convenção nacional da UDN para fazer Herbert Levy o sucessor de Juracy. Magalhães Pinto chegou lá na véspera com José Aparecido, entrou na convenção, derrotou Herbert Levy. Jânio ficou Furioso. No dia seguinte, Magalhães chamou Aparecido e foram os dois fazer uma visita de cortesia a Jânio.

HISTORIA DE ITAMAR

RIO – Delicadeza, simplicidade e espontaneidade eram marcas do Presidente Itamar Franco. Quem convivia com ele pode comprovar. Passava das 18 horas do dia 8 de junho de 1993. Uma terça-feira. Acabara de fechar minha coluna no jornal Correio Braziliense, quando a secretária da redação me chama: – Silvestre Gorgulho, é do Palácio do Planalto. Atendi. Era um velho amigo dos tempos da Embrapa, o advogado Mauro Durante, então Secretário-Geral

DOIS EM UM

RIO – Voltando de Londres, depois da renúncia à Presidência da República em agosto de 1961, Jânio surpreendeu mais uma vez o país lançando-se candidato ao governo de São Paulo contra Adhemar de Barros e José Bonifácio Nogueira, candidato de Carvalho Pinto. Jânio saiu numa campanha forte, responsabilizando as “forças terríveis” que haviam levantado um muro diante de seu plano de governo. O slogan do publicitário, depois deputado, João Dória

O REVOLVER DO ALMIRANTE

  RIO – Alto, desengonçado, mal ajeitado, um dos melhores repórteres da historia da imprensa mineira, Felipe Henriot Drummond chegou à porta da suíte presidencial do Hotel Financial, em Belo Horizonte. Dois seguranças de preto e mal encarados pediram os documentos. Felipe mostrou a carteira do “Estado de Minas”. Aprovada. Tocou a campainha. A porta abriu e lá de dentro uma voz esganiçada gritou: – Entre! Felipe entrou. Não viu

A BAHIA CANTA SUA SANTA

RIO – A Bahia sempre foi múltipla. Mas desta vez se superou. De um jantar no Hotel Fasano em Salvador, onde estavam Durval Lelys, Lícia Fábio, Nizan Guanaes e outros produtores musicais, nasceu a ideia de gravar uma canção em homenagem à Irmã Dulce cujo processo de canonização o Vaticano acaba de consagrar. A música é excelente, a letra criativa. Começa como se fosse adotar um tom marcial e no

HISTORIAS POTIGUARES

RIO – Cabeça chata, inteligente, brilhante, rábula, advogado de estivadores, pescadores, tecelões e todo tipo de trabalhadores, jornalista, conspirador, prisioneiro,filho daqui (nasceu em 3 de fevereiro de 1899, em dois meses faria 110 anos), Café Filho fez uma biografia política continua: de vereador e varias vezes deputado a vice-presidente e Presidente. Fundou até um partido: PSN (Partido Social Nacionalista) e por ele se elegeu. Assumiu a Presidência com o suicídio

HISTÓRIAS DE ELEIÇÕES

RIO – Na manhã da convenção da UDN para lançar a candidatura de Jânio Quadros à presidência da Republica (8 de novembro de 1959), contra Juracy Magalhães, até há pouco presidente do partido, conta Carlos Lacerda em suas memórias, Jânio chamou Lacerda à suíte do hotel Gloria, no Rio, onde estava hospedado, já lançado candidato pelo PL, PDC e PTN: – Carlos, não aguento essa sua UDN. Não aguento mais

HISTORIAS DE MINAS

RIO – No dia 5 de setembro de 1933, ele apareceu morto dentro da banheira do palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. “Era celibatário” (78 anos, nasceu em 1855), diz o Dicionário Biográfico de Minas Gerais, edição da Universidade Federal e da Assembleia Legislativa de Minas. Olegário Maciel é o patrono dos vices. Dos vices que dão certo. Deputado de 1880 a 1911, abandonou a política e voltou a ser

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

SALVADOR – 1 – Meneses Pimentel, professor de Direito Romano e Filosofia do Direito, governador (1935 a 37), interventor (37 a 45), deputado (51 a 55), ministro da Justiça (55 a 56), senador (59 a 71), foi tudo no Ceará. Era interventor, chegou ao palácio do Catete a noticia de que tinha sido baleado em Fortaleza. Lourival Fontes, Chefe da Casa Civil de Getulio, telegrafou a Brasil Pinheiro, chefe da

UM HOMEM CHAMADO LIVRO

RIO – No dia 28 de janeiro de 1938, Getulio Vargas escreveu em seu “Diário” (Editora Siciliano/FGV, vol. II, pág. 176): – “À noite, procura-me a Alzira (a filha Alzira Vargas) dizendo que a mulher do livreiro José Olimpio, que editara “A Nova Politica do Brasil” (livro de Vargas em vários volumes), procurara-a chorando para dizer que o meu telegrama circular aos interventores, desaprovando a compra do livro, arruinava moral