Publicações de Sebastião Nery

PIANDO MACUCO

RIO – Oscar Thompson era secretário da Agricultura do governo de Adhemar em São Paulo, em 1964. Depois do golpe militar, o presidente Castelo Branco mandou Adhemar indicar o ministro da Agricultura. Adhemar fez uma vasta lista. Castello vetou todos. Até que aceitou Oscar Thompson, formado pela Escola Agrícola Luiz de Queiróz, em Piracicaba. Assumiu em 14 de abril. Em 16 de junho, Castello lhe telefonou mandando fazer uma demissão

COMEÇO DE ANO É TEMPO DE FESTA

  RIO – Há séculos os irlandeses nos ensinam esta lição. Nosso eterno poeta, o Paulo Mendes Campos, traduziu em versos de luz: “UMA VELHA BENÇÃO IRLANDESA Que a benção da luz seja contigo, a luz exterior e a luz interior.   A Santa luz do Sol brilhe sobre ti e aqueça teu coração até que ele resplandeça como um grande fogo de turfa, e assim o forasteiro possa vir

RUBENS E EUNICE

RIO – Era 20 de janeiro de 1971, feriado, dia de São Sebastião, padroeiro do Rio e meu. Antes das dez da manhã, a caminho da praia, parei o carro em frente à casa do deputado do PTB paulista, cassado, Rubens Paiva, na Avenida Delfim Moreira, Leblon, Rio. Minha filha, colega da filha dele, desceu para pegar a amiga. Mandei um recado: – Diga ao Rubens que não entramos porque

A EDUCAÇÃO E O PIB

RIO – A educação de qualidade é o fator determinante para o crescimento da economia e, por consequência, do desenvolvimento. Sua ausência determina baixíssima qualificação da mão de obra resultando na baixa produtividade. Educação e economia estão integradas na ordem direta de um país responsável que almeje pela elevação da renda à inclusão social. Sem priorizar a educação torna-se impossível a construção de uma nação desenvolvida. Buscar um padrão educacional

HERANÇA MALDITA

RIO – Ao ignorar o limite de 54% para as despesas de pessoal, os Estados brasileiros geraram a falta de liquidez do crescimento da dívida pública, bloqueando investimentos e atingindo a população na prestação de serviços públicos. Os novos governadores vão receber uma herança maldita: a crise fiscal, buscando urgência no ajuste das contas públicas. Adiar essa questão levará à insolvência muitas unidades federativas. É gravíssima a situação fiscal na

REALIDADE VIRTUAL

RIO – Quem é bom não falha. O professor paranaense Hélio Duque continua incansável: “No ciclo evolutivo da humanidade, o iluminismo no século XVIII impôs o predomínio da razão sobre a visão teocêntrica (religiosa) que dominou a Europa por toda a Idade Média. Fundamentava-se no pensamento racional e na evolução do humanismo, daí ser qualificado como o século das luzes. Influenciou a Revolução Francesa com o trinômio Liberdade, Igualdade e

RELAÇÕES EXTERNAS

  RIO – Nas relações internacionais a diplomacia exerce papel fundamental na construção e consolidação da visão que o mundo tem sobre o país. O livro “A diplomacia na construção do Brasil: 1750-2016”, do embaixador Rubens Ricupero, é leitura fascinante. Revela 266 anos, desde os tempos coloniais, da luta dos brasileiros para integrar o país com o mundo. Enfatiza, da colônia portuguesa até a contemporaneidade, o objetivo brasileiro de ter

DEMOCRACIA É VOTO SEM VETO

RIO – No jogo democrático ganha a eleição quem faz mais votos. Na democracia, a manifestação popular deve ser respeitada e acatada mesmo pelos que não gostem do resultado. Nas sociedades civilizadas os descontentes tem a responsabilidade de aguardar as próximas eleições. Os brasileiros se manifestaram contra a corrupção e pela renovação política. Muitos detentores de mandatos no executivo e no legislativo achavam-se ungidos e herdeiros hereditários. Muitos foram aposentados

MEMORIAS DE BOSCO TENORIO

RIO – “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”   Em 1958 um rio da história correu pelo Brasil. Juscelino era Presidente e Celso Furtado criava a SUDENE com Romulo Almeida. Os dois não sabiam que começava

A LIÇÃO DE 1974

RIO – Quando meu saudoso colega e amigo César Mesquita, diretor da Editora Francisco Alves, me telefonou, no dia 15 de outubro de 1974, intimando-me a escrever um livro sobre as eleições de 15 de novembro de 1974, tive medo de mim e do tempo. Ele me disse: – Nery, temos exatamente sessenta dias para colocá-lo nas bancas. Um mês para você escrever até 15 de novembro e um mês